Comissão do Senado aprova emenda para reduzir
tarifas de ônibus Crédito: Geraldo Magela / Agência Senado /
CP
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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado concluiu
nesta terça-feira a votação do projeto PLC 310/2009, que pode diminuir em até
15% o valor das tarifas de ônibus com isenções de impostos e contribuições por
meio do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e
Metropolitano de Passageiros (Reitup). A redução das tarifas é uma das
principais reivindicações das manifestações populares que tomaram as ruas do
país.
Aprovada em caráter terminativo, o projeto deve seguir direto para
a Câmara dos Deputados, se não houver apresentação de recurso para que a matéria
seja apreciada no plenário do Senado. A proposta dá mais transparência ao setor
de transporte público uma vez que os empresários terão que divulgar na internet
suas planilhas de custo para que qualquer cidadão tenha acesso.
“Esse é
um projeto que vai além de desoneração. O que as ruas estão pedindo é que a
gente abra as caixas pretas das empresas de transporte coletivo e isso a gente
fez neste projeto”, ressaltou o relator da proposta na CAE, Lindbergh Farias
(PT-RJ).
Ao lembrar que o governo federal já fez várias desonerações do
PIS/Cofins, da Cide e da contribuição patronal à seguridade social, o relator
ressaltou que a adesão de estados e municípios é voluntária, mas diante dos
protestos, estima que deve ser grande.
Para aderir ao Reitup, será
preciso cumprir algumas condições. A primeira é que a escolha das empresas
responsáveis pelo sistema de transporte público seja por meio de licitação.
“Hoje, 95% das linhas de ônibus no País não foram licitadas”, disse o relator.
Por causa disso, os governos terão prazo de dois anos para fazerem licitações e
se adequar ao bilhete único ou ao sistema integrado de transporte.
Para
terem direito às desonerações, estados e municípios também terão que instalar um
Conselho de Transportes com participação da sociedade civil.
Uma emenda
apresentada pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) garante que tudo que implicar
em subsídio da prefeitura e do estado para reduzir tarifa, assim como tudo que
for investido em transporte coletivo, poderá ser abatido da prestação mensal da
dívida de estados e municípios com a União. “Essa é uma reivindicação unânime
dos governadores e prefeitos que estão hoje com a corda no pescoço e não
conseguem pagar suas prestações da dívida”, explicou Nunes.
Outra emenda
aceita, proposta pelo senador Blairo Maggi ( PR-MT), incentiva a frota verde, ao
passar de 5% para 20% o percentual de biodiesel no diesel utilizado no
transporte público. A sessão foi acompanhada pelo prefeito de Porto Alegre, José
Fortunati, que é responsável pela Frente Nacional de Prefeitos. “Nós negociamos
amplamente com os senadores, fizemos um amplo debate que permite que nós
tenhamos uma regulação do sistema de transporte coletivo no País com maior
transparência”, argumentou.
FONTE: CP |
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